DLCs

The cake is a lie

Os DLCs (downloadable content), ou seja, conteúdo baixável, são pacotes pagos que contém algum conteúdo “novo”, ou atualizações para qualquer jogo eletrônico, seja ele em PC, console, smartphone ou tablet.

Essa moda se tornou popular com o advento dos consoles modernos, mas esse recurso, já existia a muito tempo, antes mesmo do CD, por exemplo: O SNES (leia-se Super Famicom japonês), e seu add-on, o Satellaview, um modem via satélite que era conectado ao console por uma porta de expansão, juntamente com um cartucho de memória. No Japão, os usuários poderiam baixar, além de jogos exclusivos, novos personagens, mapas e outros conteúdos multimídia compatível com a plataforma em si. Não sei se posso chamar isso de DLC, mas o que ele fazia, é exatamente o que o DLC faz hoje,  só um adendo, era tudo de graça!

Com a evolução do hardware, os jogos acompanharam o progresso, e antes da Internet se tornar o que é hoje, produtoras de jogos lançavam as suas “expansões”, em mídia física. Quem aí não cansou de comprar aquelas expansões de jogos que vinham em CD-ROM, a ostentação de ter um kit-multimídia, e o velho Windows 95 era tudo nos anos 90.

Os anos passaram, e os consoles deixaram os cartuchos e adoraram o CD, o DVD, e recentemente, o Blu-ray (tá eu sei, nem todos, ouviu BigN!). E foi com os consoles, que os DLCs, se tornaram mais populares e acessíveis.

Todos querem um pedaço do bolo. E cada um faz do seu jeito, uns de forma criativa, outros, por puro capitalismo, e é nessa parte que o pé do frango azeda.

Não quero citar nomes de empresas, e nem preciso, mas o que se tem visto ultimamente, é um ato mais extorsivo do que nunca.

Lançar jogos prometidos como completos, mas na verdade só tem uma parte não seria uma propaganda enganosa? Não sei dizer, mas acho injusto.

Por exemplo, um game de luta que só tem alguns personagens, e o restante só comprando o DLC! Mano, na minha época você tinha que jogar o jogo tantas vezes fosse necessário para DESBLOQUEAR os mesmos, ou seja, jogar na raça! Isso também vale para os outfits, aquelas roupas diferentes dos padrões, mas esse é um detalhe menor.

Ou um jogo de esportes, que cada DLC só muda um detalhe, ou não muda quase nada, é só mais do mesmo, velho, até quando?

Mas nem tudo está perdido.

Vejamos, um jogo de aventura (RPG também serve), que consiste em mapas, os DLCs são o que, mais mapas que NÃO FAZEM PARTE DO JOGO ORIGINAL, são mapas novos! Esse até valeria a pena.

Ou um jogo de música, para você baixar mais músicas.

Um FPS, e por aí vai.

Mas agora tenho uma dúvida, será que tudo isso realmente é preciso? As produtoras estão tão necessitadas assim?

Foi se a época que os DLCs realmente adicionavam algum conteúdo, hoje, dependendo do jogo, você literalmente acaba pagando 2 vezes a mesma coisa! E para piorar, após alguns meses, existe a possibilidade de sair o mesmo jogo, em uma edição whatever com todos os DLCs incluídos, detalhe, pelo mesmo preço da primeira versão. Quem aí tem o jogo Injustice: Gods Among Us, sabe do que estou falando. Apenas citando um exemplo.

Isso é algo bastante comum. E a tendência é só piorar.

O mundo do pague mais e leve menos.

Escolher não baixar nada, não vai resolver o problema, é uma questão de consciência das third parties. Aumentar o fator replay de forma criativa, é trabalho que poucos conseguem manter hoje, onde tudo é basicamente mais do mesmo. É difícil, mas não impossível.

Em um mercado cada vez mais saturado com poucas novidades relevantes, criar algo está se tornando complicado, e saber continuar o que já é bom também.

É claro que tudo isso é a minha opinião pessoal.

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