Isso é real?

 Será que faz diferença amar alguém que não gosta de você, ou amar alguém que existe em outro plano, que nunca irá te tratar como copo descartável?
 

Primeiro, vamos ver o significado da palavra “real”
 
adj m+f (lat med reale) 1 Que existe; que tem existência no mundo dos sentidos; que não é imaginário, verdadeiro; ontológico. 2 Dir Que diz respeito às coisas. 3 Dir Que está ligado à coisa, ao bem, e não só à pessoa. Antôn (acepção 1): imaginário, fictício. sm Tudo o que existe.
 
Bom, segundo a citação, real é tudo aquilo que existe ou seja, é tangível, pode ser tocado, pode ter cheiro, gosto, ouvido, ou pode estar vivo. No entanto, não esqueçam que a noção de realidade que temos, são sinais neurológicos interpretados pelo nosso cérebro, sendo assim, o que seria a nossa realidade não passa de informações processadas o tempo todo.
Se você gosta de cinema, deve estar lembrando do filme Matrix, no primeiro filme, Morpheu diz a Neo, a mesma coisa que falei aqui. Que a propósito eu recomendo.
Agora vamos a definição da outra palavra, “virtual”
 
adj m+f (lat virtuale) 1 Que não existe como realidade, mas sim como potência ou faculdade. 2 Que equivale a outro, podendo fazer as vezes deste, em virtude ou atividade. 3 Que é suscetível de exercer-se embora não esteja em exercício; potencial. 4 Que não tem efeito atual. 5 Possível. 6 Diz-se do foco de um espelho ou lente, determinado pelo encontro dos prolongamentos dos raios luminosos.
Como viram, virtual tem vários significados dependendo da circunstância do fato, mas dentro do nosso escopo, estamos falando de relacionamentos entre pessoas, que segundo o que entendi, é tudo ao contrário da definição de real, mas até que ponto??

Quando se é criança nossa mente está em formação, é aí que aprendemos a definição de certo ou errado, mas quando adultos, as coisas mudam, muitos se decepcionam ao descobrirem que nem tudo é o que parece, até que um dia se apaixonam por alguém, mas quem disse que a pessoa se interessa, e sabe como é, algo assim só da certo quando ambos trabalham para dar certo. 

E aqui cabe a velha lição da corda, o lado que arrebentar primeiro, vai machucar o outro.

E quando um sujeito continua gostando mesmo depois do desastre, ciente que a pessoa amada não faz mais parte de sua vida na teoria e na prática, é aí que entra a ideia do virtual, afinal como vimos lá em cima, o real define o que é tangível, o virtual o conceito, ou seja, a tal pessoa não faz mais parte de sua vida real, mas ela SEMPRE FEZ PARTE VIRTUALMENTE!

Agora vamos supor que esse mesmo sujeito se apaixona por uma personagem criada e animada por computador/videogame, ela não tem consciência de sua existência, jamais poderá se declarar ou fazer coisas do tipo, mas também, ela nunca te causará nenhum tipo de sofrimento sentimental.

Agora você me pergunta, como alguém em sua sã consciência trocaria alguém de carne e osso por “outra pessoa” que não existe no nosso “mundinho real”

 
Porque?

É simples.

A lógica virtual já está definida desde o começo, não é algo infantil ou feito só pra fazer pose, é sério. Na filosofia, isso também é conhecido como amor platônico.

Antes de me apedrejarem, chamarem o carro da clínica psiquiátrica ou me queimar em praça pública só me respondam uma pergunta…

morpheus2
É simples, é só pensar fora da caixinha.
Assim como para o nosso pobre João Sem Nada, não faz diferença se a amada existe ou não, é apenas uma ideia, sempre foi uma ideia, representada por alguém que existe apenas em sua lógica, em seu coração, e apenas nele.
Afinal, quando alguém não faz parte de sua vida, ela continua existindo apenas para você, mas não como algo real (tangível), mas virtual (ideológico).
Sendo assim, qual a diferença entre amar uma ideia ou algo tangível?
 

Vou deixar essa conclusão eu deixo pra você. Pense com sabedoria, sem envolver sua doutrina ou suas leis impostas pela sociedade.

Este, é um dos posts antigos do meu blog conhecido como Daidouji Place, que hoje descansa em paz com seu devido autor.

 

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