D.I.V.A – PROJECT DIVA DIVA va va va

Tudo que faz sucesso rápido precisa de um jogo de videogame, acontece com filmes, anime, mangás, pessoas famosas, e com a Vocaloid mais popular também.

D.I.V.A – PROJECT DIVA DIVA VA VA va va

No Japão, jogos de ritmo são bem comuns, por lá existem várias máquinas desse tipo, e cada tem suas características. A ideia de um novo jogo começou por essas bases. E não bastava copiar o estilo dos concorrentes, tinha que ser algo que entregasse identidade ao jogo, ninguém queria “só mais um”.

A Sega iniciou uma proposta de um novo jogo de ritmo, pegando carona no grande sucesso de Hatsune Miku. Uma investida que nem era novidade, já que a casa do Sonic, já tem outros jogos do mesmo estilo em seu currículo, como Space Channel 5 e Samba de Amigo, ambos para Dreamcast.

Então, com Hayashi Seiji (Produtor), Makoto Osaki (Diretor) e Utsumi Hiroshi (ex-supervisor de produção e em breve vou explicar o porque), nasce a nova equipe SEGA feat. HATSUNE MIKU Project, uma das várias vertentes da divisão Sega AM2.

Com o desenvolvimento iniciado em 2008, a Sega optou por apenas uma única plataforma, e a escolhida, foi o PSP (PlayStation Portable).

A escolha do console da Sony não foi por mero acaso, o console portátil é um dos mais bem sucedidos da Sony, sua base instalada era muito grande e qualquer um poderia jogar a qualquer hora e em qualquer lugar. Segundo alguns jogadores, a escolha pelo PSP não poderia ser mais acertada.

O nome Project DIVA foi baseado numa música da Miku de mesmo nome.

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Primeira logo

Não bastou apenas escolher o PSP, console portátil da Sony, como o escolhido para acolher o primeiro jogo oficial da Hatsune Miku, teve o seu layout dos botões como representação das notas, deixando uma marca forte de exclusividade.

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Esta foi a primeira print do jogo ainda em desenvolvimento de acordo com o blog oficial da Miku em 2008. Mas não demorou muito para que uma Demo vazada não caísse nas mãos dos mais apressadinhos. E assim conseguir mais detalhes conforme este post do Vocaloidism

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Modelagem 3D da Miku estilizada em forma de anime, modelo existente até os dias atuais, e com mais polígonos

Roupas, ilustrações (telas de loading), cenários e músicas foram escolhidos de acordo com um concurso que acontece no site piapro onde todos podem postar seus trabalhos originais. Os melhores, foram para o jogo obviamente.

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Agora nós temos logo final oficial (mais bonita) e uma data de lançamento.

O dia estava próximo e o hype também.

Nós temos vídeo? Temos sim senhor.

Com a capa desenhada pelo ilustrador KEI, o jogo foi lançado em 2 de julho de 2009 exclusivamente para o PSP e somente no Japão. Incluindo o Edit Mode para você criar seu chart a partir de suas MP3, o DIVA ROOM, uma área para você interagir com seu/sua Vocaloid, DLCs e um modo de competição que utilizava a rede WIFI do portátil.

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Art by KEI

Seu objetivo neste jogo de ritmo era simples, acertar 4 notas de cores diferentes no ritmo da música. Para isso você deve utilizar dos mesmos botões que correspondem as notas na tela, e/ou os direcionais.

Vale lembrar que a tarefa não é das mais fáceis então, vai precisar de muito treino e paciência até pegar o jeito. Project DIVA preza muito pela perfeição, então não espere conseguir tudo logo de primeira.

O jogo que teve a Miku como protagonista se tornou democrático, com o passar do tempo, a Sega incluiu todos os Vocaloids da Crypton, incluindo também as variantes criadas pelo fandom oriundas da Mik: Akira Neru, Yowane Haku e mais tarde Kasane Teto

A engine gráfica feita para o jogo não utiliza toda a capacidade do portátil, no entanto por ser o primeiro, não havia essa necessidade, este era o estilo do Project DIVA. Mesmo com um visual simples, era bastante colorida e tudo rodando a 30fps sem nenhuma queda.

A captura dos movimentos foi feita utilizando um sistema chamado Motion Capture.

Este meio de captura de movimentos, trabalha com várias câmeras dispostas de forma estratégica, capturando em tempo real os movimentos da modelo transmitidos por vários sensores espalhados numa espécie roupa especial, tudo é enviado para um computador, deixando uma movimentação mais próxima do real, e assim, Miku e suas amiguinhas (sorry Kaito e Len), dançam como qualquer humano faria.

Conheçam a Ogura Yui, idol do Hello!Project, que fez várias coreografias do jogo, e ela só tinha 13 anos.

O jogo conta também com sua própria moeda, os DIVA POINTS, que você ganha a cada música concluída. A quantidade varia de acordo com a dificuldade escolhida, e de quantos acertos ou erros são computados. Ao final de cada música, o jogador recebe uma nota, e seus DIVA Points ganhos, que podem ser utilizados numa espécie de Loja dentro do jogo, onde você pode comprar Modules (roupas para os seus Vocaloids), decoração para seus “quartos individuais”, adereços e etc. Isso também influencia muito no fator replay do jogo, já que você terá que jogar várias vezes as mesmas músicas para ganhar mais DIVA Points, ou para desbloquear conquistas.

O Edit Mode, que como o próprio nome já diz, permite a você criar notas para o jogo utilizando um arquivo em MP3 ou as próprias músicas do jogo, incluindo as animações de fundo, utilizando os gráficos disponíveis dentro do jogo.

Não se sabe ao certo a quantidade de vendas e o seu faturamento, mas o primeiro jogo foi muito bem recebido no Japão. Com mais 2 jogos produzidos também para o PSP, refinando o que já existia, adicionando mais conteúdo, e aumentando o hype do lado ocidental, já que o jogo só foi vendido no Japão, muitos importavam do PlayAsia, ou baixavam cópias piratas na internet e instalavam em seus PSPs destravados.

Mas enquanto isso, a SEGA que domina o setor de Arcades no Japão, não perdeu tempo e já criou uma versão do mesmo jogo, só que mais objetivo no gameplay, e com gráficos mais avançados derivados da engine do Virtua Fighter 5. 

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O Hatsune Miku Project DIVA Arcade é o mesmo jogo do PSP, mas sem as perfumarias do seu antecessor portátil. Seu gabinete conta com os mesmos botões encontrados nos controles dos consoles da Sony, com tamanhos bem avantajados e dispostos em forma de linha. Você precisa usar as duas mãos ao invés dos dedos.

E não se preocupe, a máquina tem entrada para fones de ouvido, o barulho de fora não vai te atrapalhar.

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Agora não tem desculpa, se errar, é porque não praticou.

Outro detalhe é que esta máquina, é o seu ranking online que guarda a pontuação dos melhores jogadores em uma rede chamada DIVA.NET, que exige um pré-cadastro antes de começar a jogatina. Ao jogar, você também terá em mãos, um IC Card, ele salva o progresso do seu jogo e seus DIVA Points.

A Sega não ignorou o console de mesa da Sony, o PS3 não ficou de fora. A Sega lançou para ele o Hatsune Miku – Project DIVA Dreamy Theater, que era basicamente um remake da versão de PSP com os gráficos do Arcade. O estranho, é que ele exigia um PSP com o mesmo jogo para funcionar, conectado pelo cabo USB. E assim como no PSP, o Dreamy Theater também recebeu as 3 versões lançadas digitalmente na PSN japonesa.

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Miku boneca (amo, adoro, te quero tanto)

Todos os recursos da versão original do PSP foram mantidos nesta. E como no Arcade, tudo rodando lindamente a 60 quadros em 720p no PS3. Para quem jogou no PSP, jogar em uma tela grande com essa qualidade, foi um salto.

Por ser da Sega, Project DIVA conta com várias referencias de outros jogos da empresa, principalmente a série Sonic, onde a Miku veste uma roupa do ouriço em homenagem a seu aniversário de 20 anos.

Achou pouco, calma que tem mais.

Fontes:

4Gamer interviews Hatsune Miku Project Diva F (PS3) producer Seiji Hayashi

TGS 2015 : SEGA Day 1 Stream Hightlights

 

 

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